Benjamines

ABISMO

Minhas forças de vida esvaiam-se.
A solidão morava em mim.
Não sentia os dias nascerem,
Nem das noites o seu fim.

Estava sempre só. Ninguém olhava.
Parecia uma sombra, na rua transitava.
Minhas lágrimas no corpo rolavam:
Lágrimas? Delas ninguém perguntava?

E todos os dias na vida eu ia indo
Sem carinho, alguém, sem lirismo.
Não sorria! Não sabia o que era feliz.
O amor escapava, dançava no abismo.

Mas, pleno dia o céu encheu-se de cor.
Uma luz brilhante foi me abençoando.
Senti o meu coração se iluminando
E aquela escuridão vivida, foi clareando.

Meus olhos sorriram. Não viu o abismo.
Na minha frente estava você me sorrindo.
Seus braços vieram num toque de amor
E o meu amargor foi se consumindo.

O mar de inquietude desapareceu.
Veio você, a alegria nasceu.
Do teu amor ao meu amor
Vivo uma vida nova! O abismo... Pereceu!

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