Cecilia Meireles

"SERENATA''
Uma voz cantava ao longe entre o luar e as pedras.
E nos palácios fechados, entregues as sentinelas,
-exaustas de tantas mortes, de tantas guerras!

estremeciam os sonhos no coração das donzelas.
Ah! que estranha serenata, ecode invisíveis festas!

A quem se dirigiam
palavras de amor tão belas, tão ditosas
(de que divinos poetas?)

como as que andavam lá fora, pelas ruas e vielas,
- diáfanas, à lua,
- graves, nas pedras...?

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